|   Jornal da Ordem Edição 3.502 - Editado em Porto Alegre em 18.09.2020 pela Comunicação Social da OAB/RS
|   Art. 133 - O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei. Constituição Federal, 1988
NOTÍCIA

15.09.20  |  Diversos   

Setembro Amarelo: Você sabe o que é o Transtorno de Bipolaridade?

Em mais uma ação voltada para o Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio e ao debate sobre doenças mentais, neste ano, a OAB/RS lançará, semanalmente, conteúdos voltados à saúde mental em sua campanha “Não coloque sua saúde mental em quarentena”. 

Com a justificativa de que transtornos mentais não devem mais ser tratados como tabu em nossa sociedade, o objetivo desta ação é o de tratar esses transtornos, orientando e alertando sobre os cuidados com a saúde mental e eliminando o estigma social, além de educar e fomentar sensibilidade nas pessoas para essa doença. Aqui, nesta matéria, falaremos sobre o transtorno bipolar.

Conforme o DSM-5, o risco de suicídio, ao longo da vida, para pessoas com transtorno bipolar é estimado em pelo menos 15 vezes o da população geral, assim a bipolaridade responde por um quarto de todos os suicídios. O maior risco de tentativas de suicídios e de sucessos nessas tentativas estão associadas à história pregressa de tentativas e ao percentual de dias passados de depressão no ano anterior. 

Segundo o médico psiquiatra, William Coryell, da Universidade de Iowa, o transtorno bipolar é caracterizado por episódios de mania e depressão que podem se alternar, apesar da maioria dos pacientes terem predominância de um ou do de outro episódio. Não há um conhecimento exato sobre a origem do transtorno, conforme Coryell, mas hereditariedade, mudanças nos níveis cerebrais de neurotransmissores e fatores psicossociais podem estar envolvidos.  

Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OMS) mostram que cerca de 60 milhões de pessoas, em todo o mundo, são afetadas pelo transtorno de bipolaridade, que é considerada uma das principais causas de incapacitação. 

Os manuais internacionais de classificação diagnóstica, DSM-IV e o CID-10, classificam o transtorno bipolar como: 

  • Tipo I, na qual a pessoa apresenta tanto períodos de mania, que duram no mínimo 7 dias, quanto de humor deprimido, que pode durar semanas ou meses. Os sintomas são intensos e podem resultar em significativas mudanças comportamentais e de conduta, comprometendo assim os relacionamentos e o desenvolvimento profissional, além da segurança do paciente, como o aumento de riscos de suicídio, e das pessoas próximas; 
  • Tipo II, a pessoa tem uma alternância nos episódios de depressão e de hipomania, sem que haja maior prejuízo para o comportamento e as atividades do paciente. Mas, segundo o DSM-5, o Tipo II não é mais considerado uma condição “mais leve” que o Tipo I, em grande parte em razão da quantidade de tempo que pessoas com essa condição passam em depressão e pelo fato de a instabilidade do humor vivenciada ser tipicamente acompanhada de prejuízo grave no funcionamento profissional e social;
  • Transtorno ciclotímico, é feito em adultos que têm pelo menos dois anos (um ano em crianças) de períodos hipomaníacos e depressivos, sem jamais atender aos critérios para um episódio de mania, hipomania ou depressão maior. 

Bipolaridade e pandemia

Os prejuízos mentais trazidos com a pandemia e o isolamento social despertam uma maior necessidade de atenção aos transtornos mentais. Apesar de ainda não haver cura para o Transtorno Bipolar, é possível existir controle para ajudar a evitar o agravamento do quadro dessa doença e diminuir pensamentos suicidas. É essencial que, durante o período de isolamento social, o tratamento feito com um especialista deve ser levado ainda mais a sério. 

Devido ao isolamento, muitos especialistas estão atendendo por videoconferência, visando a garantir o atendimento aos que precisam. 

É importante alertar que, apesar dos sintomas, somente quem pode dar o diagnóstico para qualquer doença mental é um psiquiatra ou um psicólogo, que atende o paciente e sabe indicar o procedimento correto. 

Além disso, esteja atento aos sinais de esgotamento mental e de sintomas de depressão. Se você notar a persistência de pensamentos tristes e depressivos, é importante conversar com alguém sobre e/ou procurar um médico. A CAA/RS da OAB/RS oferece consultas com psicólogos e psiquiatras, ofertando preços acessíveis à advocacia gaúcha.

E lembre-se de que o suicídio pode ser evitado em 90% dos casos. Por isso, busque ajuda e esteja alerta!

Fonte: OAB/RS

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