|   Jornal da Ordem Edição 2.945 - Editado em Porto Alegre em 17.11.2017 pelo Departamento de Comunicação Social da OAB/RS
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NOTÍCIA

03.07.17  |  Estudantil   

Faculdade de São Paulo deve indenizar aluna agredida em trote

De acordo com o processo, um grupo de cerca de 50 estudantes invadiu as salas onde estavam os calouros, que tiveram os cabelos puxados e levaram chutes nas pernas. Segundo relatos, os novos alunos também foram empurrados e atingidos com jatos de tinta, levaram tapas e tiveram suas roupas e objetos pessoais danificados.

Uma faculdade de São Paulo terá de pagar 50 salários mínimos por danos morais a uma estudante que foi agredida em trote dos calouros. A Decisão é do ministro Luis Felipe Salomão, do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), que não aceitou o recurso da faculdade pedindo a revisão do montante fixado.

De acordo com o processo, um grupo de cerca de 50 estudantes invadiu as salas onde estavam os calouros, que tiveram os cabelos puxados e levaram chutes nas pernas. Segundo relatos, os novos alunos também foram empurrados e atingidos com jatos de tinta, levaram tapas e tiveram suas roupas e objetos pessoais danificados. A aluna que pediu indenização por danos morais afirmou que os seguranças da instituição não fizeram nada para controlar o tumulto e não tomaram providências nem mesmo quando ela desmaiou. Além disso, os seguranças teriam impedido o ingresso da Polícia Militar, que foi acionada pelo serviço 190.

Em recurso especial, a instituição de ensino, onde ocorreu o trote, alegou que o valor fixado, em instância ordinária, seria desproporcional aos danos causados à estudante e pediu sua redução, de acordo com o artigo 944 do Código Civil (CC).

O acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP) manteve o valor fixado na sentença, por considerar que a aluna e outros colegas foram submetidos a efetivo constrangimento durante o tumulto nas dependências da instituição de ensino. Em sua decisão, o ministro Salomão salientou que, em sede de recurso especial, a revisão de indenização por dano moral só seria possível se o quantum arbitrado fosse irrisório ou exorbitante. Não estando configurada a hipótese, o recurso não foi conhecido, em razão da súmula 7 daquela Corte, a qual impede a reapreciação de provas.

Fonte: Migalhas

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