TCU investiga irregularidades no Aeroporto Salgado Filho


17.07.07 | Diversos

O Tribunal de Contas de União investiga irregularidades no Aeroporto Salgado Filho. A suspeita recai sobre um investimento fracassado de quase US$ 2 milhões para compra de uma tecnologia que melhoraria o atendimento nos balcões de check-in. O sistema nunca funcionou.

Um relatório parcial do tribunal conclui que a contratação da tecnologia não foi vantajosa para a Infraero. A estatal que administra os aeroportos poderia ter pedido a rescisão do contrato por razões de interesse do serviço público. A direção da Infraero, no entanto, insistiu em levar adiante o contrato com a fornecedora, que é a empresa suíça Sita, fornecedora de tecnologia.

Relatório parcial da 3ª Secretaria-Geral de Controle Externo do TCU, ao qual o jornal Zero Hora, de Porto Alegre,  teve acesso, conclui que a contratação da tecnologia não foi vantajosa para a Infraero. "Pagou-se por um sistema com o intuito de utilizar os balcões de check-in do aeroporto de forma compartilhada e isso não ocorreu", diz o documento.

Protegida por sigilo, a investigação no TCU só veio à tona depois do depoimento do ex-presidente da Infraero Fernando Perrone à CPI da Câmara. As condições do contrato alertaram os auditores do tribunal, que estão mergulhados em cinco volumes de provas, relatórios e até cartas trocadas entre a estatal e empresas.

Na construção do novo terminal de Porto Alegre, a Infraero decidiu implantar um sistema de check-in num balcão único para todas as companhias. Quem tivesse o maior número de vôos em determinado horário poderia ocupar mais lugares, reduzindo filas. Só faltava a implantação de um sistema de informática que unificasse as informações entre as companhias. Esse foi o motivo da discórdia.