“A OAB tem empenhado a bandeira da independência, tendo como seu partido o Brasil, e como sua ideologia a Constituição Federal”, reitera o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia na VIII Conferência Estadual da Advocacia


29.09.17 | Advocacia

O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, apresentou aos cerca de dois mil advogados e estudantes, presentes na VIII Conferência Estadual da Advocacia, a importância do papel da entidade na história brasileira, nesta quinta-feira (28) no Centro de Eventos Plaza São Rafael. Em seu discurso, Lamachia falou sobre as conquistas da OAB na defesa das prerrogativas da advocacia, na defesa da cidadania e na luta para combater a atual crise política e econômica do País.

Ao cumprimentar o público, Lamachia destacou: “Dizem que a gratidão é a memória do coração. Para mim, gratidão é dívida que não prescreve. Sou, e serei eternamente, grato pela oportunidade de estar exercendo a presidência nacional da OAB, representando o meu Estado”, disse.

Lamachia lembrou as diversas conquistas da OAB/RS, desde sua gestão a partir de 2007, como os projetos de lei que foram incorporados ao novo Código de Processo Civil: as férias forenses; a vedação da compensação de honorários; a contagem de prazos em dias úteis; a natureza alimentar dos honorários e o fim do parágrafo 4º do artigo 20 do atual CPC. “Mas ainda falta uma grande conquista que nos comprometemos, que é aprovar a lei que criminaliza a violação das prerrogativas da advocacia”, destacou.

 “Há pouco, tivemos uma vitória expressiva, quando tivemos a aprovação do Projeto de Lei do Senado 141/2015  no Senado Federal”, comemorou. “Esta é uma luta de toda a advocacia brasileira, também pelo respeito ao cidadão, pois o advogado fala pela cidadania brasileira.

Contexto político brasileiro: “Clamo em nome da OAB, que os advogados se unam, pois sem advocacia não há liberdade, sem liberdade não há democracia, sem democracia não há cidadania”, convida Lamachia

O presidente nacional da OAB ainda falou sobre os diversos desafios que a entidade vem enfrentando, em seu um ano e meio de gestão: “Nossa entidade tem sido chamada todos os dias, a todo momento, para participar do debate nacional e falar da crise econômica e política, que chamo de crise moral sem precedentes”, argumentou. “O Brasil está renascendo, e isso tem que ser dito com todas as letras. “A OAB tem empenhado a bandeira da independência, tendo como seu partido o Brasil, e como sua ideologia a Constituição Federal. Por isso, não temos faltado aos debates”, ratificou.

“Pedimos a cassação do deputado Eduardo Cunha, hoje preso, pedimos o impeachment da ex-presidente Dilma Roussef, e do, agora, presidente Michel Temer. “Moral não tem lado, nem ideologia – tem princípios. Justiça não é de direita, nem de esquerda; deve ser nos termos da lei”, garantiu. “A sociedade brasileira precisa de menos arrogância e de mais tolerância. Precisamos unir nossas forças para que possamos superar este momento. Isso só se dará efetivamente por um projeto de união de uma nova nação. Por isso, clamo, em nome da OAB, que os advogados se unam, pois sem advocacia não há liberdade, sem liberdade não há democracia, sem democracia não há cidadania”, declarou.

“É meu orgulho estar aqui, hoje, abrindo nossa Conferência Estadual, preparatória da Conferênnia Nacional em São Paulo, de 27 a 30 de novembro. Afirmo, aqui, aos colegas, o meu orgulho e alegria de ser advogado, mas, acima de tudo, de representar a sociedade e os advogados gaúchos. Parabéns, e viva a advocacia gaúcha!”, concluiu.

Caroline Tatsch
Jornalista

Fonte: OAB/RS